Esportes
Por Thadeu Rabelo
pontozero16@hotmail.com
Rio de Janeiro
Basquete
Brasil campeão sul-americano 2006
Nosso basquete conquistou mais um título pensando no Mundial, não deu para os hermanos

Foi o quadragésimo segundo sul-americano e a décima sétima conquista brasileira, importante conquista ás portas do Mundial do Japão, vencendo fortes equipes como a campeã olímpica e vice-mundial Argentina, e Uruguai na final.
A seleção de Lula estava com um time B, oito dos melhores jogadores brasileiros não se apresentaram para o sul-americano por culpa de contratos com os times do exterior. Mesma situação de Argentina e Venezuela, que chegou a vencer o Brasil na primeira fase por placar apertado ( Venezuela 83 x 82 Brasil) , obrigando nossa seleção a enfrentar os temidos argentinos nas semi-finais, jogo equilibradíssimo e vitória brasileira no final por diferença de dois pontos ( Argentina 72 x 74 Brasil) .
Na final a seleção enfrentou o Uruguai, que havia eliminado a Venezuela, jogo foi muito fácil, a seleção brasileira dominou do início do primeiro quarto até o apito final do juiz.
Dizer que esse título não vale nada seria muita maldade com a seleção, e até uma falta de patriotismo, mas o sul-americano não representa parâmetros para sabermos como está o jogo do basquete brasileiro a nível internacional. Do time campeão sul-americano somente quatro jogadores, provavelmente, serão convocados para o mundial de 2006,
um deles deve ser Marcelinho Huertas, escolhido o MVP do campeonato.
A crise que a CBB enfrenta atrapalha o desenvolvimento do basquete nacional, o “ditador” Grego, presidente da Confederação coleciona desafetos, entre eles o ídolo Oscar, que fundou uma liga independente de basquete (Nossa Liga de Basquete – NLB), nos moldes da NBA, numa tentativa se salvar o basquete nacional do ostracismo em que se encontra, vale deixar claro que já fomos campeões mundiais, já vencemos os EUA na sua própria casa, e já tivemos clubes campeões do mundo vencendo times da NBA.
A tradição do basquete brasileiro está em decadência por culpa do descaso com que a CBB comanda o basquete nacional, não há investimentos na base, nem no cume, nem em lugar nenhum, ou seja, os clubes estão a mercê de poucos investidores privados que mantém três ou quatro times de ponta no Brasil, estes se revezam no domínio do campeonato brasileiro, ou seja, a pouco competitividade acaba estagnando o nível dos jogadores que não conseguem evoluir, e mais, vão para o exterior na primeira oportunidade que surge, deixando lacunas que dificilmente serão preenchidas.
A renovação dos jogadores também é problema, as bases do basquete nacional são muito precárias e pouquíssimos jovens aparecem com destaque, haja visto o tamanho vazio que existe entre a geração de Oscar, e esta que surge agora com alguma possibilidade de fazer bonito.
Assim como a CBB (CBF e demais Confederações) deveriam seguir o caminho da CBV, que montou com suor próprio uma escola brasileira de vôlei única no mundo e campeã absoluta, seria também interessante pegar alguns conselhos com a CBGO.
*Nota: Nenê pediu dispensa da seleção, lamentável.
Futebol
Campeonato Brasileiro 2006
No Olímpico, o melhor jogo da rodada
Grêmio e Fluminense fizeram uma partida daquelas que fica fácil entender porque o futebol foi escolhido pelo mundo como esporte favorito.
O jogo chato do primeiro tempo foi um petisco para o prato principal que seria servido no segundo.
O tricolor gaúcho foi melhor no início do jogo, e em meados do segundo tempo já vencia por 2 a 0 com propriedade, gols de Ramon e Rômulo. O Flu acorda com a colaboração de Galatto, que falhou nos gols de empate, Evandro e Pet, o segundo olímpico, de encher os olhos.
A chuva castigava o campo, mas o time das laranjeiras continuava pressionando, expulso Tcheco por reclamação e mais dois gol para o Flu, Marcelo e Pet de novo, outro golaço.
Mais um fato inusitado, o garoto Jean do Fluminense conseguiu a proeza de ser expulso em 10 minutos, tempo de entrar em campo no lugar de Juliano, cometer duas faltas fúteis, mas dignas de amarelo. Nem vale dizer que ele foi para o chuveiro, afinal de contas, se limpar do que?
O torcedor tricolor revivia as fantásticas viradas do ano passado quando ao 47 Herrea e Ramon reempataram o confronto (justiça foi feita), a velha raça gremista que mostra as caras. 4 a 4, e um espetáculo de futebol.
No Morumbi, o clássico dos desesperados
Palmeiras e Corinthians se reencontraram para reviver um dos duelos regionais mais belo do futebol brasileiro, acostumados aos títulos, os rivais paulistas estão em situação perigosa no campeonato.
Melhor para o Verdão de Edmundo, que venceu o milionário Timão, com suas estrelas em campo, por 1 a 0, gol de Baier.
Esse jogo teve um aspecto muito positivo para ambos os lados: uma é a consolidação da reação do Palmeiras no torneio, outra é a comemoração pela nona derrota do Corinthians no campeonato e sua conseqüente décima oitava posição. Afinal, como todos torcem, tomara que o time montado com dinheiro (com certeza) sujo vá pras cucuias (e levem o Kia junto). Com todo respeito ao passado corinthiano e seus ícones.
No Maracanã, o jogo dos holofotes
Na indecisão de entrar ou não com os reservas, o Flamengo tomou a decisão correta, entrou com os titulares (graças a Deus, imaginem ver os reservas do Flamengo atuando), e mesmo assim conseguiu perder pros reservas do Vasco.
Vale a pena frisar que os reservas do Flamengo, tais quais, os reservas do Vasco, comparado ao time titular, não muda muita coisa, quer dizer, quem entra em campo está num nível muito equivalente ao de quem está no banco, porém, o rubro-negro foi bem melhor.
Não vale comentar pelo jogo pífio, esperemos a final, que tem tudo para entrar para a história do futebol carioca.
Nos outros estádios, os outros jogos
Botafogo esbofeteou a Ponte, 4 a 1, Dodô artilheiro do campeonato.
S. Caetano bate o Santos, 2 a 0, vamos ter que aturar o azulão na primeirona de novo, agora com Leão, não surpreende se for campeão brasileiro esse ano, competência do técnico, dinheiro dos empresários e a sorte emanada dos bengalas azuis.
Cruzeiro e Goiás empacaram no nada a nada.
Juventude segurou a pressão e matou o Inter em casa 2 a 0.
Paraná faz excelente campanha e vence de novo, dessa vez o Atlético (desnecessário o PR, é o único Atlético que restou), 2 a 1.
E o Santa tenta afastar a uruca com a larga vitória de 4 a 1 frente o Fortaleza.
Copa do Brasil
Flamengo brilha mais uma vez no Maracanã

Será que a sina do Vasco de vice (ultimamente,lógico) irá se concretizar mais uma vez?
É o que festeja os flamenguistas espalhados pelos quatro cantos do mundo, depois do primeiro jogo da final da Copa do Brasil, disputada nessa quarta-feira última no Maracanã.
Os gols seguidos no segundo tempo sacramentaram a vitória rubro-negra frente ao arqui-rival Vasco da Gama, resultado demasiadamente largo em comparação ao que foi o jogo; realmente o Vasco não merecia perder de dois de diferença. Mas como eu não acredito nessa, o melhor é quem marca mais gols, Mengão na cabeça.
Como diz Dadá Maravilha, “não existe gol feio, feio é não fazer gol”.
E gols feios não apareceram nessa final, um belo chute de baixo pra cima no ângulo de Obina, sem chances para Cássio, abriu o placar. Dois minutos depois, cruzamento de Léo Moura e gol clássico de centro-avante, Luizão marca estreando a camisa 9 sob sua pele.
Ao Vasco, que fez um bom jogo, faltou calma e sorte pra concluir, perdeu uma chance clara com Abedi, frente e livre ao gol de Diego, logo após os gols sofridos, melhor para o goleiro do Urubu. Outra chance foi a pedrada que Andrade soltou numa falta na intermediária rubro-negra, paulada na trave superior.
Agora ficou difícil para o time luso reverter esse resultado, se torna uma missão digna de entrar para a história do futebol mundial, coisa inesquecível tanto para um, quanto para outro (para não dizer para todos nós).
Esse título, se vier, revigora o Flamengo nessa temporada, após um péssimo campeonato estadual, e aparentemente, sem muitas pretensões a assumir posições dignas de sua história no campeonato brasileiro, o triunfo nessa final, além de garantir vaga na Libertadores da América 2007, salva um ano que não está nada bem. E mais, consagra Ney Franco, recém chegado, a manter base por algum tempo ainda na Gávea, mineirinho do jeito que é, pode comemorar junto ao rubro-negro seu primeiro título nacional com apenas 39 anos.
Ao Vasco restar torcer e partir pra cima, coisa que o time de Renato Gaúcho não está habituado a fazer. O título se vier para o Vasco, além de marcar a história do futebol carioca como uma das maiores viradas da história, reafirma, justamente, o belo trabalho que Renato tem feito no Vasco, resgatando jogadores como Morais e Valdiram, há um ano sob comando da equipe principal.
Assistiremos atentos a esse novo espetáculo de futebol. Boa sorte as duas equipes.
Libertadores da América
Competência colorada e sorte tricolor
A Libertadores da América se rende outra vez aos clubes brasileiros que seguem rumo às semi-finais da competição.
No Rio Grande do Sul, Beira-rio lotado para assistir ao passeio do Inter frente a LDU (EQU). Sempre com controle do jogo, o colorado passou as semi-finais com 2 a 0, gols de Sóbis e Renteria, ambos no segundo tempo, revertendo o 2 a 1 a favor dos equatorianos quando jogaram em casa.
O São Paulo precisou ir aos pênaltis para garantir sua vaga rumo ao tetra da competição, não jogou bem e quase foi eliminado quando Danilo perdeu sua cobrança, para sorte brasileira, Rogério pegou uma cobrança, e na outra, só assistiu a bola sair pela linha de fundo para comemorara classificação.
São as duas melhores equipes do Brasil na atualidade, e pelo que tudo indica, irão fazer uma final de Libertadores de tirar o fôlego.
O futebol esquenta o Brasil depois da Copa.


